Além do rio: a primeira ressonância magnética da Amazônia colombiana Acesso à atenção à saúde


O Estado do Amazonas tem aproximadamente 84 mil habitantes distribuídos por uma área enorme, entre a selva, rios e comunidades indígenas.

Leticia, sua capital, só é acessível por via aérea a partir do resto do país. Para muitas comunidades, chegar a Leticia já implica horas de navegação fluvial. 

Nesse contexto, solicitar uma ressonância magnética era praticamente uma missão impossível. Não havia o equipamento em todo o Estado. Quando um médico solicitava o exame — como aconteceu com Hans —, o paciente precisava iniciar um processo de traslado para Bogotá ou Medellín que envolvia autorizações, tutelas, recursos financeiros que muitas famílias simplesmente não têm e semanas ou meses de espera.

Mesmo assim, após um extenso processo administrativo, caso fosse autorizada a transferência para uma cidade com a tecnologia necessária, o acesso ao serviço implicava percorrer aproximadamente 1.094 quilômetros em cada sentido até Bogotá — e, para as pessoas pertencentes a comunidades indígenas, esse deslocamento significava deixar seu território e seu ambiente social, cultural e comunitário, evidenciando barreiras geográficas, logísticas e culturais que limitavam o acesso oportuno a serviços especializados de saúde.

Mapa Colombia
Hans

Claudia Porras


Hans

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