Por que o rastreamento é importante?
Nos estágios iniciais, o câncer de pulmão geralmente se desenvolve sem apresentar sintomas. Quando o tumor cresce e passa a afetar tecidos e órgãos vizinhos, o tratamento se torna significativamente mais difícil. O Early Lung Cancer Action Program (I-ELCAP) demonstrou em 1999 que tumores em estágio inicial podem ser detectados por meio de uma tomografia computadorizada (TC)1.
“O estudo mostrou que conseguimos identificar 85% dos cânceres em estágio inicial. Nessa fase, é realmente possível tratar, e as taxas de cura são muito altas”, destaca David Yankelevitz, MD, professor de Radiologia da Icahn School of Medicine, no Mount Sinai.
Desde então, especialistas defendem a implementação de programas de rastreamento em todo o mundo. Claudia Henschke, MD, professora de Radiologia no Mount Sinai, confirma: “Quando você encontra o câncer ainda pequeno, as taxas de cura são altas, entre 80% e 90%”.
No entanto, as taxas de rastreamento aumentam lentamente. De acordo com um estudo dos Estados Unidos, em 2022 apenas cerca de 19% das pessoas elegíveis realizaram o exame2. “Por que as pessoas não estão fazendo fila para serem examinadas?”, questiona David Yankelevitz.
Como funciona o rastreamento do câncer de pulmão?
O rastreamento pode exigir menos tempo e esforço do paciente do que geralmente se imagina, enfatiza Yankelevitz:
“Você deita no equipamento, inspira, expira, e as imagens são obtidas. É apenas subir na mesa e passar rapidamente pelo tomógrafo. Também é importante destacar que se trata de uma tomografia de baixa dose. É equivalente à mamografia realizada uma vez por ano.”
Dependendo do programa, os exames são realizados em intervalos regulares, por exemplo, anualmente. Se a tomografia indicar um achado suspeito, os médicos avaliam o tecido por meio de uma biópsia e, então, decidem o tratamento.
“Quando o tumor é pequeno, o cirurgião pode removê-lo, e o paciente pode sair do hospital em um ou dois dias. Também demonstramos que a radioterapia apresenta ótimos resultados. Se for detectado precocemente, trata-se de uma doença curável.”
Veja o que dizem os especialistas
5 estratégias para aumentar as taxas de rastreamento
Apesar de iniciativas nacionais e avanços tecnológicos, a aceitação do rastreamento do câncer de pulmão ainda é menor quando comparada, por exemplo, ao rastreamento do câncer de mama. Especialistas em saúde identificaram cinco barreiras à aceitação e compartilham estratégias para aumentar a participação.
Considero que tenho risco para desenvolver câncer de pulmão.
O que devo fazer?
Os principais fatores de risco para o câncer de pulmão são idade e uso de tabaco. Outros fatores incluem a exposição a determinados poluentes e predisposição genética. Claudia Henschke tem uma recomendação clara para quem suspeita estar em risco:
“Converse com seu médico e informe quais são seus fatores de risco. Espera-se que o médico recomende uma tomografia de baixa dose. Certifique-se de que ele ou ela realmente recomende o exame. E volte todos os anos, isso é fundamental. O verdadeiro benefício, que salva vidas, está em retornar anualmente para ser examinado.”
1. https://www.ielcap.org/
2. Henderson, L. M., Su, I.-H., Rivera, M. P., Pak, J., Chen, X., Reuland, D. S., & Lund, J. L. (2024). Prevalence of Lung Cancer Screening in the US, 2022. JAMA Network Open, 7(3), e243190-e243190. doi:10.1001/jamanetworkopen.2024.3190.
3. https://europeanlung.org/solace/2024/11/22/interview-with-tanel-laisaar-from-the-university-of-tartu/
4. https://www.ielcap-airs.org/
5. https://www.hopkinsmedicine.org/health/conditions-and-diseases/lung-cancer/lung-cancer-risk-factors
Disclaimer
As opiniões expressas pelos participantes deste artigo e podcast são pessoais e não refletem necessariamente as opiniões da Siemens Healthineers. Os convidados receberam apoio financeiro da Siemens Healthineers para colaborações.
As declarações de clientes da Siemens Healthineers descritas neste material baseiam-se em resultados obtidos em contextos específicos de cada cliente. Como não existe um hospital ou laboratório “típico” e muitas variáveis estão envolvidas (por exemplo, tamanho do hospital, perfil de exames, complexidade dos casos, nível de adoção de TI e/ou automação), não há garantia de que outros clientes obterão os mesmos resultados.
Este artigo e podcast descrevem possíveis ideias e conceitos futuros. Não se destinam a descrever características específicas de desempenho e/ou segurança de produtos atuais ou futuros. A concretização e a disponibilidade futura não podem ser garantidas.






