Incentivar a prevenção
no cuidado oncológico:
Estratégias para aumentar as taxas de rastreamento do câncer de pulmão

Em um número cada vez maior de países, pessoas com risco elevado de câncer de pulmão são elegíveis para programas de rastreamento. No entanto, muitas ainda hesitam em participar. Diversos fatores são cruciais para aumentar a aceitação e a taxa de adesão aos exames de rastreamento. Descubra cinco estratégias que podem ajudar.

Benno Wagner

|2026-04-01

Por que o rastreamento é importante?

Nos estágios iniciais, o câncer de pulmão geralmente se desenvolve sem apresentar sintomas. Quando o tumor cresce e passa a afetar tecidos e órgãos vizinhos, o tratamento se torna significativamente mais difícil. O Early Lung Cancer Action Program (I-ELCAP) demonstrou em 1999 que tumores em estágio inicial podem ser detectados por meio de uma tomografia computadorizada (TC)1

“O estudo mostrou que conseguimos identificar 85% dos cânceres em estágio inicial. Nessa fase, é realmente possível tratar, e as taxas de cura são muito altas”, destaca David Yankelevitz, MD, professor de Radiologia da Icahn School of Medicine, no Mount Sinai. 

Desde então, especialistas defendem a implementação de programas de rastreamento em todo o mundo. Claudia Henschke, MD, professora de Radiologia no Mount Sinai, confirma: “Quando você encontra o câncer ainda pequeno, as taxas de cura são altas, entre 80% e 90%”. 

No entanto, as taxas de rastreamento aumentam lentamente. De acordo com um estudo dos Estados Unidos, em 2022 apenas cerca de 19% das pessoas elegíveis realizaram o exame2. “Por que as pessoas não estão fazendo fila para serem examinadas?”, questiona David Yankelevitz. 





Considero que tenho risco para desenvolver câncer de pulmão.
O que devo fazer?

Os principais fatores de risco para o câncer de pulmão são idade e uso de tabaco. Outros fatores incluem a exposição a determinados poluentes e predisposição genética. Claudia Henschke tem uma recomendação clara para quem suspeita estar em risco: 

“Converse com seu médico e informe quais são seus fatores de risco. Espera-se que o médico recomende uma tomografia de baixa dose. Certifique-se de que ele ou ela realmente recomende o exame. E volte todos os anos, isso é fundamental. O verdadeiro benefício, que salva vidas, está em retornar anualmente para ser examinado.”